As montadoras/fábricas tem sua parcela de culpa

Teste mostra segurança de carros no Brasil 20 anos atrasada
24 de novembro de 2011 | 17h26
Sílvio Guedes Crespo

Carros populares vendidos no Brasil e na América Latina estão 20 anos atrasados, em termos de segurança, em relação aos comercializados na Europa e nos Estados Unidos, segundo testes feitos pelo Latin NCAP. A notícia repercutiu em diversos sites noticiosos estrangeiros, como “The Washington Post” e “Financial Times“.

Modelos básicos das cinco principais montadoras instaladas no País – Volkswagen, Fiat, Chevrolet, Ford e Peugeot – foram avaliados com uma estrela, em uma escala que vai até cinco, na avaliação da segurança de um passageiro adulto. O chinês Geely tirou zero.

“Uma estrela – isso equivale a um motorista morto”, disse ao “Financial Times” o secretário-geral do Global NCAP, David Ward.

As versões dos mesmos veículos equipadas com airbag obtiveram entre duas e quatro estrelas. Os organizadores do teste aconselham “todos os compradores de carros novos a escolher apenas os equipados com airbag”.

Esse tipo de dispositivo foi usado comercialmente pela primeira vez em 1973. Nos Estados Unidos, a Ford os tornou padrão em 1990. A produção de uma unidade do equipamento custa apenas US$ 50, segundo o Latin Ncap.

Nos testes, os veículos são dirigidos a 64 quilômetros por hora contra um obstáculo deformável. Dentro do carro, manequins fazem os papéis de motorista, passageiro adulto e, no banco de trás, duas crianças.

Em relação a passageiro infantil, vários veículos, não apenas os básicos, ganharam uma estrela. É o caso, por exemplo, do Toyota Corolla Xei com airbag. Veja a lista completa de carros testados.

O Latin NCAP se define como uma iniciativa conjunta da Federação Internacional do Automóvel (FIA), a Global New Car Assessment Programme (Global NCAP) e outras, com o objetivo de avaliar a segurança dos veículos na América Latina.

Ward, da Global NCAP, disse ao “FT” que a falta de regulação “não incentiva os fabricantes a fazer melhor, quando eles sabem perfeitamente que podem”.

.

Os mais mal avaliados Nota*
Chevrolet Celta sem airbag 1
Fiat Novo Uno Evo sem airbag 1
Volkswagen Gol Trend 1.6 sem airbag 1
Peugeot 207 Compact 5p 1.4 sem airbag 1
Ford Ka Fly Viral sem airbag 1
0
* Nota de 0 a 5 para segurança de passageiro adulto
Fonte: Latin NCAP

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Uma resposta to “As montadoras/fábricas tem sua parcela de culpa”

  1. JORGE ALMADA Says:

    Gostaria que minha opinião sobre a segurança de automóveis fosse exposta publicamente por este meio de comunicação.

    Recentemente tive a infelicidade a presenciar a morte de duas pessoas CARBONIZADAS após colisão frontal entre dois automóveis. As chamas propagaram rapidamente consumindo um dos autos vide foto, abaixo, em poucos minutos.
    Trabalhando há 30 anos como Engenheiro Químico, especializado em materiais – Plásticos e Borrachas, venho aqui, denunciar que os testes de combustibilidade destes materiais plásticos e borrachas, feitos em laboratórios nunca se aproximam de uma situação real.
    As borrachas são compostos por elastômeros e aditivos óleos minerais, sendo que estes últimos são altamente voláteis e combustíveis. E no Brasil o mercado de reposição( mercado paralelo) desconhece as normas de combustibilidade dos materiais.
    Os plásticos mesmo os mais resistentes a propagação da chama, com aditivos antichamas, amolecem e derretem( gotejam) e acabam contribuindo para ampliar a área de queima( combustão) e depois passam ser combustível, acentuando a queima pela elevada taxa de evaporação do álcool.
    Os carros populares não possuem corte de combustível em caso de colisão , o que faz que a bomba de combustível trabalhe , envie combustível e continue a alimentar as chamas; neste caso , VIDE ABAIXO, as chamas chegaram a mais de 3 metros de altura.
    As Engenharias buscam fazer autos mais leves, chapas de aço finas com objetivos de redução de peso( economia de combustível) , redução de custos e energia de impacto. Cabe lembrar que as chapas tem que ter um mínimo de espessura pelo menos para suportar após a colisão uma estrutura suficiente para impedir a total desintegração do veículo. Nos carros populares no Brasil sentimos como se estivemos dentro de uma lata de alumínio (refrigerantes), face a facilidade que se amassam e mutilam.
    Certamente, juntos conseguiremos melhorar os veículos e reduzir o números de vitimas das armadilhas HUMANAS.
    FOTO : UOL – SITE: REF.SEGURANÇA CARROS POPULARES
    (Carros populares).
    Jorge Almada
    Consultor

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