José Antônio Simas

Temos que aproveitar muito mesmo a vida. Com acertos e com erros. Aos acertos, acrescentamos na nossa cesta da existência, é um presente de DEUS PAI, e aos erros (também é um presente de DEUS PAI), aprendemos e acrescentamos, também, à cesta da vida.
Meu amigo, grande amigo, acabo de saber que desencarnaste. Hoje, 05/05. Data marcante para mim, pois, minha mama estaria aniversariando.
Sentirei saudades da tua presença, do conversar por telefone, das reuniões regradas a um bom vinho e queijos fantásticos, mas, você tem que fazer tua evolução espiritual. E começa nova caminhada.
No seu último post de seu blog (http://ze-simas.blogspot.com/) algo nos ensina uma grande lição (aliás, você é bom nisto – ensinar): “”Tenho em mim, dois lobos. Um faminto, sedento de maldade, vingança, ira. E o outro dócil, carinhoso e gentil. Sabe qual vence? O que alimentamos com mais freqüência””.
Você parte com fotografias de vida de todos nós que participamos de tua caminhada. E, também, nos deixa a tua fotografia de vida.
Que o Pai Celestial abençoe a tua jornada.
Assim Seja.
Saudades… assim como o veleiro que pintou. Tua vida, nossas vidas.

A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti, de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste???
Carlos Drummond de Andrade

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