SOMOS TODOS DEPENDENTES

Os vícios fazem parte da vida das pessoas, em maior ou menor grau. Vício é tudo que causa dependência. Segundo o dicionário Aurélio, entre muitas outras definições, é qualquer “costume prejudicial”.


Somos todos dependentes por que há no mundo moderno uma série de valores que obrigam as pessoas a viver artificialidades escravisadoras, como:

 

· O culto ao corpo, que era uma preocupação das mulheres e hoje atinge também aos homens. Mulheres e Homens passam fome, adoecendo-se e esquecendo-se do crescimento espiritual.


· Gastam, às vezes no mês em institutos e cabeleireiras o que a uma grande parte dos indivíduos do mundo não possuem para sustentar a sua família.

 

· Somos às vezes convencidos pela mídia que nos mostra espetáculos ridículos, com filmes de violência, imoralidade, falta de caráter, mas que assistimos sem refletir. Quanto mais violentas e maldosas as tramas, maior é a audiência.


· Somos dependentes da TV, do computador, do celular, mas não podemos deixar que a utilização destes aparelhos nos impacte no tempo de realização de leituras e lazer saudáveis.


Quem não pode viver sem um celular, um computador, uma máquina de fazer café, de lavar, um microondas pode estar sofrendo, sem saber, de tecnose, uma das novas psicopatologias da vida contemporânea, que começam a ser diagnosticadas por psicólogos, psicanalistas e por usuários que freqüentam consultórios médicos. O psicanalista Eduardo Losicer coordena um grupo que pesquisa as novas psicopatologias contemporâneas e diz que a dependência exagerada da tecnologia é uma espécie de compulsão:


· É uma compulsão de informação e de comunicação. O excesso gera mecanismo de compulsão à repetição que compromete a saúde mental. As novas compulsões são as principais psicopatologias contemporâneas. A tecnose tem como sintoma dominante o vício por informação e hipercomunicação – diz o psicanalista.


Outras novas patologias vêm, segundo ele, da dependência da velocidade. Tudo na vida é hoje mais acelerado.


As pessoas vivem em alta velocidade e querem satisfazer seus desejos também nesse ritmo elétrico.


· Para compensar essas urgências de gratificação, há uma abundância também cada vez mais veloz de objetos de satisfação que pretendem para preencher um vazio, uma falta radical da existência contemporânea. As pessoas correm em busca desses objetos, dessas informações. Elas, porém, são efêmeras, descartáveis, e a sensação de frustração leva à busca repetitiva, ou seja, compulsiva.


Isso é um perigo. Hoje, temos novos tipos de compulsão não diagnosticados pela psicanálise convencional. A compulsão por consumo é um desses novos sintomas. Há novas tristezas e novas depressões que são criadas pelas frustrações causadas pelas falhas da tecnologia e do consumo.


· “Um computador não fabrica loucos obcecados pelo seu uso, mas obsessivos e fóbicos se ligam ao dilúvio tecnológico para evitar a realidade.”


· “A tecnologia é atraente e não sabemos dar um basta. A jornada de trabalho aumentou três horas diárias com o celular e a Internet em casa. Fiquei com pavor de férias pelo que poderia acontecer com meu e-mail. Hoje não respondo e-mails imediatamente, e só minha família tem meu celular.”


· Não há comprovação para os ditos malefícios do uso do telefone celular. Quem sofre com a tecnologia é o obsessivo compulsivo.


· Para os pesquisadores, é possível falar de uma síndrome de dependência de internet “muito semelhante à causada pelo álcool, drogas ou o jogo patológico”. As características de um viciado em internet são, de acordo com o estudo, tempo de conexão à internet excessivamente alto, isolamento do ambiente social e desatenção em relação às atividades profissionais e acadêmicas.


· Não podemos nos escravizar pelo status que determina como devemos morar, andar, vestir, comer e conduzir-nos durante nossa encarnação.


· É hora de deixar de sermos dependentes das vulgaridades para nos dedicarmos às lições que edifiquem o futuro verdadeiro.


· Não podemos transformar a existência na Terra, como sendo uma corrida desenfreada na busca de prazeres materiais, onde o TER se torna mais importante que SER.


“Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações? – Sim, e, freqüentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! quão poucos dentre vós fazem esforços!”. (Questão nº 909 de O Livro dos Espíritos).

 

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